quarta-feira, 15 de junho de 2016

Cidadania Planetária, quem se habilita?


Acima está a bandeira da Terra.
Este deve ser o pavilhão que em breve unificará a Raça Humana.
Hoje, temos contato com nossos parentes e amigos espalhados pelo mundo em razão das novas tecnologias que nos permite vê-los e ouvi-los em tempo real.
É comum nos depararmos com pessoas que têm filhos estudando ou morando em outro país.
É comum o intercâmbio de estudantes para o aprendizado de língua estrangeira.
Os aviões encurtaram as distâncias.
As indústrias aeronáuticas fabricam aviões cada vez maiores o que barateia as passagens.
Viajar tornou-se acessível.
A indústria do turismo passou a ocupar lugar de destaque na economia mundial.
Mega eventos são realizados para atrair pessoas de diferentes pontos do planeta.
As pessoas passaram a perceber que conhecer e interagir com outras culturas enriquece suas vidas e lhes traz prazer.
Os governos têm pouco o que governar quem comanda a economia mundial são as grandes empresas.
A demonstrar a afirmação acima basta verificar o noticiário econômico que informa que a queda na produção na China faz as ações da empresa brasileira Vale do Rio Doce na Bolsa de Valores de São Paulo cair; a seca nos reservatórios de água da Sabesp em São Paulo faz com que os acionistas da empresa em Nova York exijam providências do governador de São Paulo para que não percam seus dividendos.
As marcas não são mais regionais ou nacionais, são internacionais, você entra num supermercado em Curitiba e encontra as mesmas mercadorias que podem ser encontradas em Paris, com a mesma logomarca.
Outro fato que merece destaque é o de você entrar num Shopping em São Paulo, em Brasília, Toronto, Nova York, Londres, Lisboa, e as lojas das grandes marcas serem idênticas em qualquer uma dessas cidades.
Essa identidade visual nos traz um sentimento de familiaridade.
Ora, por que não ter esse mesmo sentimento com relação aos nossos semelhantes?
Por que nos prendermos:
a preconceitos?
a nacionalidades?
a cores de pele?
opções religiosas ou sexuais?
Vejam que sequer mencionei diferenças ideológicas.
Após a queda do muro de Berlim, alguns poucos ainda se agarram a aquelas que pretendiam uma economia planificada com o estado ditando o que deveria ser produzido, determinando as profissões necessárias a cumprir as metas dos planos quinquenais.
O anarquismo capitalista provou ser mais razoável do que qualquer partido único estatizante.
Em trinta anos saímos de uma sociedade em que havia apenas um televisor e um telefone para cada residência para outra em que cada cômodo da casa têm várias telas: TV e computador e os telefones passaram a ser individuais.
Americanos vão tratar das suas saúdes em Cuba ou na Ìndia.
Serviços de telemarketing e assistência ao consumidor a diferentes países estão sediados em Porto Rico.
Tudo o que aponto está a demonstrar o quanto a economia está internacionalizada.
Com tal globalização temos que começar a pensar como uma única nação.
O bem comum não pode se limitar mais aos nacionais de um determinado país, mas deve ser pensado enquanto humanidade.
Ser vanguarda, hoje, é ser voluntário do médico sem fronteiras, ou cuidar de crianças órfãs em Moçambique como fazem meus amigos do projeto Cidadela Das Crianças( http://www.adpp-mozambique.org/pt/education/primary-secondary-education/children-s-town-maputo ).
Assim, temos que medir a consequência dos nossos atos com relação ao nosso semelhante próximo, mas também aos distantes, porque uma medida impensada pode resultar num desastre no outro lado do planeta.
Por isso, a nossa bandeira deve ser a do planeta terra.

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